Se existisse um dicionário musical e você procurasse por "perfeição técnica", a foto ao lado seria, sem dúvida, a de Oscar Peterson. Chamado por Duke Ellington de o "Maharaja do teclado", Peterson não apenas tocava piano; ele orquestrava uma explosão de notas com uma clareza que desafia a física.

Por que ele é essencial em qualquer coleção? 

Para quem aprecia a fidelidade das prensagens da Atlantic ou a curadoria de selos como Rhino, a discografia de Peterson é um parque de diversões. Sua técnica de "piano de 88 dedos" combinava o swing de Nat King Cole com a complexidade de Art Tatum, criando um som que é, ao mesmo tempo, técnico e extremamente palatável.

O que ouvir primeiro?

  • Night Train (1962): Se você quer entender o que é "cozinha" no jazz, esse álbum é o manual. É o equilíbrio perfeito entre o blues e o jazz sofisticado.

  • We Get Requests (1964): Um favorito dos audiófilos. A separação dos instrumentos e a sutileza do trio (piano, baixo e bateria) fazem deste disco uma experiência imersiva para quem gosta de prestar atenção em cada detalhe da mixagem.

  • Canadiana Suite (1964): Aqui ele mostra seu lado compositor, pintando paisagens sonoras de sua terra natal com uma elegância ímpar.

O Legado do Virtuosismo

Oscar Peterson é aquele artista que agrada tanto o ouvinte casual, que quer um fundo musical elegante, quanto o músico experiente, que vai passar horas tentando entender como ele conseguia aquela velocidade sem perder o "feeling".

Se você busca discos que elevam o nível da sua estante e que mostram o ápice do que o piano pode fazer, Peterson não é uma opção — é uma obrigação.